16 de junho de 2008

Merrit e o erótico!


"Fiz minha primeira fotografia erótica em 1997. Quando meu namorado me deu uma das máquinas fotográficas digitais dele, comecei logo a fotografar nossa vida sexual"
(Natacha Merrit)


Sim, é evidente que com a tecnologia digital abraçada à fotografia nossos caminhos em registrar momentos mais íntimos foram ampliados. O que parece ser uma brincadeira curiosa,excitante, ousada pode virar trabalho. Samantha Wolov é uma figura que já ganha bem fotografando casais transando. Mas é um longo caminho o do auto-retrato até fotografar o outro ( nesses momentos). E confesso que são sensações completamente diferentes. A densidade de se fotografar com alguém e de expor é quase comungar com o espectador o tesão do momento. O seu tesão. O que me foi diferente ao fotografar um casal junto, era um olhar estranho de um momento mágico. Mas depois posto mais sobre meus trabalhos com o tema.




Já Natacha que desde sua primeira experiência, sentiu vontade de mais registro e de expor o que para muitos seria ousado demais, é um dos grandes nomes da fotografia erótica, considerada influente pioneira da nova era digital! Ela se projetou com muitos auto retratos, em meio à orgias ou mesmo em momentos íntimos com os namorados. Nos traz aquela sensação abusada de aproximação, das texturas, movimentos e trabalha muito bem com efeitos de cor. Começou a expor suas diárias fodas (solitárias ou recheadas de gente) na web, e em pouco tempo virou personagem cultuada da rede. Auto-retratos sempre reverberam de maneira diferente, ainda mais sendo eles eróticos, isso nunca foi novidade mas há 10 anos isso ecoava com outras intensidades. E Eric Kroll que a conheceu também pela internet logo a indicou a Benedikt Taschen. E a partir daí a moça só cresceu, a Taschen publicou seu primeiro livro com 240 fotografias entre auto retratos e fotografias dos amigos em inúmeras posições, o livro se
chama Digital Diaries.

"O erotismo bem sucedido é quando fotografo uma imagem que tem o poder de me estimular. Estou honestamente fazendo esse trabalho erótico por mim. Descobrir facetas, ângulos ou momentos que nunca tinha sido capaz de apreciar estimula-me"
(Natacha Merrit)

O mais bacana foi que durante a pesquisa sobre a moça descobri que ela trabalhou no primeiro espetáculo adulto do Cirque du Soleil chamado Zumanity. Ano passado conheci um pouco desse projeto ao assistir Lovesick de Lewis Cohen. Um documentário que acompanha os preparativos, ensaios e estréia de Zumanity.

"A minha relação chegou ao clímax com a tecnologia digital durante meu trabalho para o Cirque du Soleil. Pela primeira vez precisei de 11 milhões de pixeis. Precisava projetar efeitos visuais eróticos a 12 metros em Plexiglas." oO





Aqui deixo um pouco de Zumanity ( o mais estranho foi achar no youtube uma cena do espetáculo sendo narrada por nada mais nada menos que Cid Moreira ..hehehe )

** bebi da fonte

Um comentário:

Cineasta 81 disse...

Muito bom.
Pouca coisa que se encontra para ler sobre erotismo que seja realmente interessante.
Gostei também de conhecer a arte de Alyssa Monks e Jan Saudek.