25 de janeiro de 2011

As manhãs que passei com ela.


Como do cheiro de cimento molhado...sabe?
Bala de gengibre, eu passava a ponta dos dedos
nas faixas dos vinis.
Cantarolava melodia doce que era pra te ver com mais calma. Banho de mangueira... você ria tanto, com o nariz vermelho.
Lembra? Contei alguns fios brancos, contei as joaninhas que passearam pela grama..nunca mais vi joaninhas. E é sério.

24 de janeiro de 2011

Opa, não sou eu não.




Quantas vezes já não me pararam perguntando se sou uma tal de Carol das Letras ou irmã de alguém, ou mesmo esposa do ciclano? Eu conto umas tres vezes por semana....assim "você nunca foi à marte? juro que te vi por lá" ou "nossa vo
cê é a cara da Maria Rita" e parará. Deduzi após anos repetindo o balançar de cabeça, not not, que sou a típica pessoa comum. Tanam. Daí o fotógrafo canadense François Brunelle tem uma sacada genial. de fotografar 200 pares de figuras que são parecidissimas a e que não tem parentesco algum. Olha que bacana?




gosto.





tanto das ilustraçoes da japonesa Yuko Shimizu.

se(rinoceronte)





Olhou-se no espelho com um certo desdém, dos pés à cabeça confusa, tentaria se pentear.Vestiria aquela blusa fina de botões, iria simplesmente. Uma vez ouviu que deve seguir como os rinocerontes. Firmes, ostentando uma certa secura, indiferença. Um brinde aos rinocerontes!! Engoliu aquele conselho como pequenas pílulas que por vezes emperram no meio do caminho, as mesmas que parecem balinhas delicadas. Talvez a cura pra essa cara amassada sejam suas palavras, pilulinhas que engole sem muito prestígio. No espelho viu o caleidoscópio que é ser assim mesmo. A independência é uma loucura, pensou desgarrada...pensou nua ainda enquanto se olhava, parada. Os seios estavam inchados, sentia doloridos os mamilos quando os tocava...à vida o gole mais precioso da sua taça!
(...) Vestida numa sobriedade cinza, seguiu seu rumo torto com passos rinoceronte, face rinoceronte, com o amor rinoceronte.
Não! O amor não.
Passou horas e horas num conta gotas abusado com o amor à flor da pele.

20 de janeiro de 2011

Mariposa Púrpura



Clarice Gonçalves, pintora de Brasília é autora de telas belíssimas, recortes de histórias, átimos em tinta. Me tocam muito. Ela está expondo até dia 15 de fevereiro no Espaço Cultural da 508 sul, numa coletiva chamada Mirada Desobediente. Formada em Artes Plásticas na UnB, Clarice transporta para as obras, suas vivências, memórias. Muitas vezes me parece fotografia, dos enquadramentos, dos momentos retratados.
Aqui no blog Dando Nome aos Bois ela concede uma
entrevista onde explica essa relação linda com suas mulheres retratadas e tão recorrentes em suas obras.
O flickr dela tá bem legal de visitar e ela também mantém um blog onde publica alguns textos, eventos e algumas das suas pinturas.




** um detalhe que muito me encanta, além da leveza e da força de alguns quadros....os títulos. O títulos são lindos.


18 de janeiro de 2011

Ter (ça) Voyeur




É que Noritoshi Hirakawa me traz uma sensação do outro, deliciosa.
Nascido em Fukuoka, Japão, Hirakawa tem séries fotográficas que trabalham com uma onipresença, essa brincadeirinha de espiar. Uma delas, chamada Reason of Life consiste em fotografias de mulheres confrontando a câmera e ao mesmo tempo a segunda câmera pegando a imagem de baixo, entre as pernas dessas modelos. Além de fotografias, ele criou outros trabalhos em cinema, performance, dança e instalação. O cara é formado em sociologia aplicada e gostaria que seu trabalho criasse um sentimento intimo e indescritivelmente por pessoas anônimas. Gosto dessa sensação, me sinto sentadinha na praia espiando as moças jogando, me sinto admirando um casal se acariciando lá na esquina e por aí vai....bingo.
Hirakawa hoje reside em Nova Iorque, prefere trabalhar com película porque segundo ele a fotografia não é só sobre imagens, é preciso uma especulação antecipada e mais aprofundada sobre a técnica e este processo se faz muito valioso. Eu também queria ter dinheiro pra só trabalhar com filme. ai ai.



Falando ainda de amor

É que ainda estudando stop motions encontrei esse que fez bastante sucesso quando foi lançado na internet mas eu mesmo só fui ver ontem. É triste e lindo. Quem escreveu, dirigiu, fotografou, editou foi uma moça chamada Kirsten Lepore.Pelo making of a gente sente a raleira que ela topou bancar.O curta ganhou um prêmio de curta animado pelo voto popular no Vimeo.
Sinta la crocância.


Bom dia.


17 de janeiro de 2011

essa é a música de agora.

escutei por acaso...

E eu quero as cores e os colirios
Meus delirios





Os sonhos de domingo.


Entrelaçada, depois de assistir a um trecho de Guardiões da Noite, um filme russo interessante cuja Mulher Tigre me fez lembrar Cremaster do insano do Matthew Barney marido da Bjork que por sinal tem uma música em que repete zengzung algumas vezes SONHEI com a mulher tigre mas nele ela duelava com a Cachalote, deve ser porque estou me sentindo gorda como uma baleia ou mesmo porque estou no meio da leitura do HQ e adorando a sobriedade de tudo, e os doces "bom dia" que me abraçam ao amanhecer, os cafunés que gosto de fazer e a página em branco que é 2011, me empresta aquarelas?. Tim tim à tempestade de idéias, ao mundo que é cada pessoinha que nos ronda e à cerveja gelada que bebo agora. PS: a última da semana, porque hoje começo a dieta.


plim!

aaaaaaaah e foi com ess cachalote que sonhei,e vale muito a pena ter esse HQ visse?





Segunda com Felícia.



O site da ilustradora canadense é lindo, vale a pena o passeio e pelo blog também, ali ela posta algumas das suas últimas publicações. Não posso deixar de confessar que desejo profundamente uma camiseta assim com uma das ilustrações lindas da moça. Aim.

10 de janeiro de 2011

A beleza dos encontros.

Por favor, entenda, há uma felicidade enorme em compartilhar com você esse curta.




Nuit Blanche from Spy Films on Vimeo.


ok, eu achei lindo....talvez esteja ternurinha demais...mas olha que bacana o Making Of.

4 de janeiro de 2011

Começando o ano com fantasia!

Foi passeando pela galeria do fotógrafo chines Wang Chien-Yang que encontrei o seu mais recente trabalho, chamado House definido por ele mesmo assim: "House" é a minha nova série de trabalhos, relativo a um lugar secreto, no qual podemos estar nus, nossos pensamentos podem voar, coisas engraçadas e malucas podem acontecer". E fato, Wang Chien-Yang que é graduado pela National Taiwan University of Arts, consegue trabalhar com um imaginário, com uma cautela em simetrias e equilíbrio que me apetece e me lembra de longe o trampo do americano merkley??. Dá pra viajar por um bom tempo nas brincadeiras deles.

ó.