aqui nublou, depois de 4 meses sem cair uma gota nesse chão, o céu apretejando parece uma prece, bom aviso de que água vem mesmo pra lavar essas beiras de cá, lavar o peito, florir as copas, fazer música nas telhas. Uma coisa de amor estranha me abateu, saudade também....selfdesábadonublado é o nome dessa foto.
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24 de setembro de 2011
6 de setembro de 2011
Um auto retrato
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27 de agosto de 2011
25 de agosto de 2011
sobre o deserto que é.
"A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho." .clarice lispector.
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24 de agosto de 2011
Há procura por ternura
[ tatiana reis ]
há dois anos fotografando uma apresentação de acrobacias aéreas do grupos ARES em plena praça da Sé, me deparei com essa cena. Num determinado momento os atores jogavam flores de crepom do alto do prédio, e o público interagia ao pegar essas flores. Esse senhor, um morador de rua, foi o único que ao colher a flor do céu, buscou o seu perfume.
voltei pra casa aquele dia tocada com a delicadeza.
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21 de julho de 2009
Quando estive em Brasília.

...felicidade declarada, escancarada na serenidade que é estar em casa. Conversar horas e horas com os meus foi experimentar o tempero que me afaga. Durante esses tempos pelo Cruzeiro pude dar largas e sonoras gargalhadas com meus irmãos, apresentar a cidade ao namorado paulista, brincar de sotaques, reencontros e serelepices. Brindei o céu que engolia a gente num azul absurdo, à seca que já amarelava os gramados e pontuava caliandras vermelho sangue pelo cerradão.Foi a delícia necessária pro retorno ao segundo semestre, ao estranhamento que ainda sinto na cidade caos.
(Caliandra é esse flor linda e também o nome do personagem que eu brincava no Seu Estrelo, grupo de encatamentos do cerrado, vivo e colorido!)
(Caliandra é esse flor linda e também o nome do personagem que eu brincava no Seu Estrelo, grupo de encatamentos do cerrado, vivo e colorido!)
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11 de março de 2009
oi.
Sentia as pernas bambas enquanto descia as escadas, as mãos trêmulas. Era certeza de que a voz não sairia quando o encontrasse pra enfim mandar aquele filho da puta pro inferno. Era esse tempo seco e quente, as ruas fervem, pessoas circulando mais agitadas...na garganta uma sensação ressecada. Só um grito filho da puta pra irrigar todo o corpo, resfriar aquela cena...e deixar pelo menos uma gota gelada de alívio. Nem sempre ser mansa é o caminho, morder também faz parte do jogo, mas cinismo é escudo de gente fraca.Nunca gostei muito de quartas mesmo.
10 de março de 2009
...
Essa loucura de vida que só faz mudar, ainda bem. Ainda bem que de repente me deparo ainda abismada com o horizonte, sem ar, buscando estrelas no céu chumbo que faz aqui. Ainda bem que esbarro com velhinhas de vestidos, com cachorros vadios, comigo perdida desviando de poças, mas sempre molhando a nuca. Às buzinas a sinfonia desnecessária, minhas mãos beliscam folhinhas, procuro arruda, alecrim. Assim assim, ainda me tomo no susto, soluço. Essa vida que só faz mudar, nada engessa, nada meu amor. Nem teus planos tão trabalhados, contornados daquela falsa solidez, nem tua reza, nem os sentires se fixam assim. Tudo segue, evapora, resignifica, de-forma. E os novos gostos, é pra estes o meu cuidado de agora, cuida também e segue atento. Porque nada vem a toa.
28 de dezembro de 2008
um pouco de caramujo



...e os pedaços, costura-se, com minhas linhas coloridas, arremate em lantejoula...os retalhos, meus clichês. Uma manta que me abrace, aninhando os caminhos, carrego. Comigo encantos e soluços, dos embreagados, embolando palavras, soltas dessas vergonhas. Largas de sonidos...os pés sem amarras, um pouco do perfume de canela, e o gosto das uvas geladas.
acho que já fiz a casa.
acho que já fiz a casa.

em mim.
e foi mesmo a lição do ano que se vai...
bem logo volto aos fluxos mais livres presse blog...abandonado temporariamente enquanto meu computador não encontra um cantinho certo nessa cidade caos!
19 de novembro de 2008
das cartas que nunca entreguei.
...amanhece nublado, muitas pessoas sonolentas, esparramadas em desânimo nos balcões das padarias, é preciso a primeira dose de ânimo nem que seja num pingado. Pombos imundos já passeiam pelas calçadas, vejo um velho de toca vermelha fumando o cigarro de palha. O cheiro me lembra as férias na fazenda e meus tios enrolando o Trevo nas palhas preparadas. Estou de azul, o que me deixa ainda mais pálida. Ele disse que viria, mas já muito atrasado, sinto que não. Dentre todos os blefes este veio com adoçante. Tomo o segundo copo de café, releio minha última carta. A melhor das frases escritas eu repito baixinho e saio guardando as moedinhas do troco.
eu mergulho.
4 de novembro de 2008
caminhos...
O Tarot já me disse hoje, é assim, fechando ciclos. Andando pelas veias entupidas da cidade, muitas pessoas, cachorros, alguns velhos bebendo já a essa hora em botecos de esquina. Foi andando sozinha, com uma lista de imobiliarias, números de telefones e sonhos entre os dedos, um gole de café sem açucar me senti remexida, pulso. Estamos em momento de mudança. Ventos novos, cafuné antes de dormir. Sozinha ou não...estou gostando desses passos!!!

E hoje na Fnac da Paulista namorei mais um Taschen pra variar. Inclusive ele abraça loucamente esse post sobre Self-Portraits. Um livrão chamado Uwe Ommer, Do it yourself
muito bom!
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23 de outubro de 2008
15 de outubro de 2008
o calor em Brasília nos agarra pela nuca
quase calmaria, tenho ainda a respiração densa, o desejo escorre pelas costas, escorrega quase dança entre as pernas. brincávamos com gelo e toda a graça de se lamber às claras de uma tarde comum. costurando liberdades, entre teus dedos. me olhou silencioso, mordeu minha boca e foi embora.
hoje meu bem, durmo nua de saudade.
hoje meu bem, durmo nua de saudade.
13 de outubro de 2008
ainda bem feia confesso!
chegando ao quarto dia de surto alérgico descubro que não sou mais o maguila e sim o fofão
e que realmente tenho grandes tendências a abraçar o que é errado, não presta, é imoral e engorda. tudo junto e misturado, eu precisava muito era de cerveja gelada hoje nesse dia de sol e calor abusado. assumo aqui também o meu estado passivo e provisório, afinal enquanto os bancos estiverem em greve sou uma prisioneira dessa brasila.
quero ir embora logo!
abraçar loucamente um paulista e ser feliz em outras beiradas!
e que realmente tenho grandes tendências a abraçar o que é errado, não presta, é imoral e engorda. tudo junto e misturado, eu precisava muito era de cerveja gelada hoje nesse dia de sol e calor abusado. assumo aqui também o meu estado passivo e provisório, afinal enquanto os bancos estiverem em greve sou uma prisioneira dessa brasila.
quero ir embora logo!
abraçar loucamente um paulista e ser feliz em outras beiradas!
#prontofalei.
7 de outubro de 2008
felicidade simples

armou-se felicidade,enrolando os cachos,perfume. dos que escorregam pela nuca, desagua no peito. gargalha, e ri e canta, e de novo me faz uma piada infame sobre homens e coelhos e eu nunca imaginei que encontraria alguém tão parecido assim comigo, assim vizinha, assim maluca.assim macia.
6 de outubro de 2008
links de segunda.
...estamos em uma tarde quente, acho que ainda to de ressaca. procuro homens que posem pra mim, fui linkada aqui, e estudando alguns nomes encontrei essas fotos do livro Hysteric Glamour do Terry Richardson. delícia de segunda.3 de outubro de 2008
paixão em abril
lembrei do maior porre do meu ano. foi no Rio numa noite no Cachaça Cine Clube na cinelândia. bebi tanta cachaça de gengibre que depois de poucas horas circulava vesga pelo salão. e o Vitor,que quase foi trocado por metade daquela festa de pessoas interessantes( conforme o nível de alcool no meu sangue essa porporção só aumentava, é claro) cuidou de mim. segurou meu cabelo e dormiu no sofá. só sei que na manhã de ressaca, levantei cedo, comprei nosso fabuloso café de padaria carioca e me apaixonei.
...
...
1 de outubro de 2008
só mais um pouquinho...
a tarde escorre quente ainda, mesmo sem sol.pouco de sono. um pouco de não sei o que.meu pai fala ao telefone atencioso, organizando uma viagem da família para a praia. chama o filho pra ler o email que acabou de adquirir, hotmail pai. se diz rótimeiou...assim...agora ele tem escrito no mesmo papel a forma de dizer o endereço. meu irmão vai se lembrar o resto da vida do papai encantado com a tecnologia que pra ele já é banal.preciso organizar bem essa inclusão aqui em casa, já que vou embora. nasci pra ter saudade, é inacreditável o meu dom para sentir a bendita. hoje sinto saudade da vó que me fazia biscoitos em forma de letrinhas.eu tenho um novo diário, descobri que o antigo não me era tão bem vindo, gosto mesmo de escrever em folhas brancas. e por mais que fosse politicamente correto, em folhas recicladas e cheias de células coloridinhas, não.tres filmes pra assistir ( inclusive o que a moça bonita me indicou) e alguma urgência de sair daqui. sair de mim.
e se...e se...
e se...e se...
29 de setembro de 2008
no pileque a gente entrega.
...de repente no meio daquela bagunça de cheiros, fumaça e gargalhadas. luzes da noite que chega, carros congestionando rumos na hora de voltar pra casa. pessoas que passam, circulam, mastigam, riem , passam de novo...de repente no meio do caos e dos meus goles, cerveja gelada, piadas internas, bochechas coradas.a boca adormece com o álcool, seria bom se ouvíssemos música. um pouco de calor...tive uma puta saudade de você. acabei soltando pra mesa sobre as possíveis paixões de vida, sobre descobertas e sobre bombeirinhos servidos com pedras de gelo inesquecíveis, sobre dias inesquecíveis...
coisas que aprendi contigo.
coisas que aprendi contigo.
27 de setembro de 2008
do tempo de acordar.
e tomou mais um gole de café, sentindo-se oca, zonza. é que a manhã ainda escura, anunciava o dia frio, chuvoso. Mais um gole melancólico, lembrando de que deveria andar descalça no jardim, sentir a grama molhada se nutrindo depois de tempos severos de seca. Precisou sentir-se acordando pra novos tempos, oca, zonza, escorrendo pela casa, paredes sujas, janelas abertas.
Novos tempos.
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