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24 de setembro de 2011

self de sábado




aqui nublou, depois de 4 meses sem cair uma gota nesse chão, o céu apretejando parece uma prece, bom aviso de que água vem mesmo pra lavar essas beiras de cá, lavar o peito, florir as copas, fazer música nas telhas. Uma coisa de amor estranha me abateu, saudade também....selfdesábadonublado é o nome dessa foto.

16 de agosto de 2011

Falando em seca, agosto e sede:


... quase infantil a descoberta da poesia no que escorre, lento e cansativo. dia a dia
....mas acontece e é bem legal.
fim!


31 de março de 2011

te acarinhava

e quis dizer-te.sonido bom de ouvir ao banho.enquanto te ensaboava as costas e ria das tuas manias
tão minhas.

4 de março de 2011

retalho molhado

são verdadeiros temporais que nos batizam, nos pegam de surpresa,molham os cabelos, eu não uso guarda-chuvas, me encharco entregue, 

1 de fevereiro de 2011

retalho dos engasgos

...era mesmo a vontade que não parava, corria pelos lábios tensos, pelas mão fechadas. A vontade de perder os contornos, de só não sentir mais nada.Seria simples se estivesse mesmo embriagada, mas aquele gosto pastoso de fim de dia, o cansaço, tudo muito sóbrio, numa seriedade esgotada, há falta de ânimo em argumentar...qualquer justificativa seria um bom encaixe pra que voasse dali...simplesmente ir embora. E dei conta de que me anular é fácil demais.

5 de junho de 2008

essas coisas de vida!

Costurei à saudade umas das fitas que me deu, aquela de cetim amarelo. Dentre penduricalhos, guizos, pedacinhos de encanto. Costurei.
Pra ver se enfeitada ela dói menos, faz música, fica macia e boa de passar os dedos. O mesmo que acarinhavam teus cabelos. É que sabe? Saudade demais me amorna os dias, freia quase todo movimento pra doer manso, é quase calada. Não sei...queria que pesasse menos.