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15 de setembro de 2010

qualquer retalho pra se lembrar.

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esse foi o dia em que me despedi de você,peguei o ônibus depois de meia hora em pé,numa noite mais fresca que a de ontem,engasgada, pensando nas veias das suas mãos que saltam ou mesmo no pôr do sol que alaranjou teu rosto, lembrei que fui com o vestido que você odeia, quase mesmo pra dizer aos berros que o que acontece agora poderia ser diferente.No dia em que me despedi de você uma senhora se compadeceu com as lágrimas no saguão e me acalentou com um sorriso doce. Comi um bombom no caminho de volta, quis demorar anos pra chegar em casa só para não pensar em mais nada...só na estrada, árvores que passavam, retorcidas, frames soltos. Nada vai mudar a necessidade de chuva. muita água pra encharcar todos os feixes, florescer histórias, desenhar no rosto qualquer coisa que seja menos salgada.



3 de fevereiro de 2010

Putz.


Achei essa foto do Hugh Lippe e agora fui contaminada por um desejo abusado de adquirir uma Devassa ruiva, geladinha e imediatamente nesse calor de 30 °C de sampa. Vou ter que descobrir algum canto que venda essas gostosas aqui no centrão. uh.




23 de janeiro de 2010

começando o ano às claras.



Esse post é para uma pessoa em especial, peço desculpas a vocês por "lavar roupa suja" aqui, mas não tinha lugar melhor.






Ola, tudo bem?
Acho que está bem claro que sou uma pessoa que bebe fortemente da internet, é verdade que ela nos facilitou muito a vida, encontro e desencontro, inclusive o nosso. Mas também sou a favor dos devidos créditos ao material que encontramos, das cumplicidades e conversas mais claras possíveis,principalmente na hora de passar pra frente. É interessante linkar coisas num blog a partir de outro blog, sitio, portal seja o que for, sim, desde que a fonte seja citada...
Desde que achei seu blog me interessei bastante em acompanhar suas fotografias e escritos, por ser muito curiosa e por termos um minimo vinculo que seja ( essa coisa da gente ter cruzado a vida uma da outra mesmo que de forma turva), mas os esbarrões com um "espelho desfocado" me assustou várias vezes, como esse link coincidentemente postado um dia apos o meu que veio depois de uma pesquisa minha (...)
Confesso que no começo me divertia, parecia uma piada pronta, já que tenho essa primeira impressão de que você me odeie, afinal nossos contatos não foram muy amigaveis. Mas depois isso virou um cisco no olho.... Me sinto um bocado mal com essa situação porque acho constrangedora para ambas....se você fosse uma estranha acho que isso ficaria mais fácil. Tocaria o foda-se,ou coisa bem parecida, porque isso é meio encosto e brinco com o termo encosto virtual...mas ainda tenho uma sensação de que um dia quem sabe, não sentaremos pra encher a cara e depois de algumas horas falando merda perceberemos que eu não sou nada do que você imagina e você muito menos do que eu acho que seja. Ia ser bom.

Mas sabe? Até lá, peço mesmo que se você for publicar algum trecho ou coisa parecida que tenha visto em meu blog ou em qualquer outro lugar, por favor credite ok? As pessoas merecem saber deonde as informações chegam e se você quiser publicar algo que eu tenha escrito, mande um email, estou aberta.

Obrigada.

6 de outubro de 2009

ROSARIO para nossa terça

O tempo que vira, e cai mundo d'água, e sou redemoinho.
Eparre!!!!

Maaaas, mesmo com esse humor todo estranho, esbarrei no link da Rosario aqui nos faves, bom lugar pra passear...algumas divertidas!!!! Faz bem amainar essas agonias com boa música (essa no meu caso), boa leitura e foto, foto e foto. Desde que essas nao sejam as minhas....ando enjoada de mim.

17 de junho de 2009

frrrrrrio.


muito frio no décimo andar lá de casa....estou pensando seriamente em comprar um aquecedor....e ter uma longa relação de amor com a quenturinha que ele libera

3 de junho de 2009

o saxofonista foi embora! VIVA.

No momento escuto Yamandu Costa e a tarde fica mesmo mais linda, até o frio faz sentido assim. É de uma leveza adocicada, que me faz pensar nas mãos da minha mãe acarinhando meu cabelo. Me encheu de amor....
o que me encheu de inspirações foi o blog do Idea Fixa que cada vez mais excelente nos traz vários links de importância! Para os espertos.
o que me encheu de fome foi o perfume da comidinha que passeia pela casa enquanto a Lu cozinha ( dançando Yamandu de vestido florido).
o que me encheu de saudade foi o hiato, um absurdo hiato entre os abraços.
mas de melancolia já me basta a cena da mamãe em meus cabelos, dedos longos, unhas finas, e o sol tão amarelo fogo quanto esse daqui banhando silencioso nossas alegrias.
( mera observação, não tenho nada contra saxofonistas, inclusive o som muito me apetece, mas hino do corinthians foi a gooota!)

em são paulo.

As 14:02 o saxofonista retoma sua rotina diária, Garota de Ipanema sempre abrindo o repertório. O sol arregalado de São Paulo vem só pra bordar o dia frio, com pontos lindo de luz, mas o vento é mesmo cruel.

24 de maio de 2009

bem vindo.


bom de estar entre amigos, matando a saudade do nosso sotaque.

5 de maio de 2009

só um dia ruim.

Um dos prédios da rua debaixo pegou fogo ontem as 14:15, no mesmo momento em que eu tentava desesperadamente subir com a cama nova que de fato não cabia na escada do duplex, Entre choro e sirenes, fumaça que tingia o céu, uma ventania sacudiu nossas janelas derrubando os vasos de flores e espelho, 80km por hora era a fúria. E tudo muito turvo, olhos vermelhos por uma conjutivite, tive a grossa calda de desalento escorrendo pela sina das TPMs escrotas. Tudo junto e misturado, saculejando minha calma, esbofetando minha alegria. Tudo parece tão tragicomico que chorar seria só enfeite besta pra dar mais uma trilha ao fato. E foi mesmo.

27 de abril de 2009

em casa.


Preciso registrar aqui que hoje, dia 27 de abril de dois mil e nove, comecei a gostar da nossa parede verde da sala. Isso pode ser grave!!!!

22 de abril de 2009

é saudade do narigudo.

E aquela sensação de coração saindo pela boca nunca foi agradavel mesmo, ainda mais quando o que o arrancava da cama quente era o celular. Mas escutar a voz de quem a saudade sopra todas noites, quando o vento lambe a nuca trazendo calafrios, a voz veio doce de leite e amansou o corpo que pelo susto tremia. Marcamos o encontro para beve, e eu já imagino o riso lindo que ao me receber em São Paulo ilustra o que todo meu corpo cansado pelas 14 horas de viagem sentirá, rindo, manso, rindo declarado, rindo de vontade de agarrar pelos braços, morder as orelhas, lamber o nariz e rir de amor. Entrelaçando os dedos, num reconhecer de corpo...e de cheiro. Porque dois narigudos como nós, ótimos em registrar perfumes nos cheiramos discaradamente enquanto a cidade pulsa quente e barulhenta.

a felicidade


do simples encontro.

14 de abril de 2009

sou de muitos abraços.

Deixei violetas na sala, gavetas recheadas, incenso de massala. Janela aberta, o cacto sentindo a ventania do décimo andar. Algumas certezas que pra cá amarelaram, é que vou tecendo manso, mastigando bem que é pra não engasgar!
Aqui em Brasília o pé de hortelã vingou, aprendi que salpicar pimenta no brigadeiro faz cosquinhas no céu da boca, entendi que as visitas não foram a toa. Abracei minha história e me deixei desaguar salgada, intensificada com o acaso. Ainda estourando de saudade, vou reencontrar os amigos num sambinha bem malandro. E deixar que o amarelado me tinja só depois de muito suor.

verde que te quero verde


to verde esperança.
e vesga assumida. (ra)

12 de abril de 2009

hô lá em casa.









Pois é...agora sim posso dizer, hô lá em casa, de boca cheia, de casa cheia, cozinha movimentada, quarto de aconchego. Moramos pois!!

3 de abril de 2009

Santa Cecília.

E ficamos um bom tempo em silêncio, namorando o que as janelas arregaladas do apartamento nos declaravam. Muito do céu, prédios, antenas, o trânsito de pessoas caminhando cansadas, carregando sacolas, cachorrinhos encouleirados. Ventania o céu que se tingia chumbo, o sangue que me corria tão quente, em festa pelo novo.Nos mudamos, ventania. E amanhecer em casa foi uma das melhores sensações que pude ter depois de largar a terra vermelha de lá.