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15 de janeiro de 2013

Hushpuppy é minha heroína.



Ontem me emocionei assistindo ao filme Indomável Sonhadora. História protagonizada pela heroína Hushpuppy ,uma menina de 6 anos, negra e muito "pobre". Um filme repleto de ludicidade, atuação e texto emocionantes. Assim como li na page O machismo nosso de cada dia: "Quvenzhané Wallis nos mostra que uma garotinha pode realizar muito mais do que a apatia machista e racista espera de meninas e mulheres."
Preciso rever e reverberar melhor.


9 de novembro de 2011

Clarice me disse.

Antes de ontem assistimos a um pedaço do filme A Hora da Estrela, e me lembrei da sensação de ter lido o livro, aos 16 anos, apaixonada e completamente entregue à literatura de Clarice. Desde então ( e sim faço parte de um imenso grupo) não deixo de recorrer à ela sempre que sinto vontade, em dias como hoje. Há alguma coisa de bruxa, de mim, de muitas rainhas que conheço....


“Mas olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória de cada dia: Não temos amado acima de todas as coisas,não temos nenhuma alegria que já não tenha sido catalogada.temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda.Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvação para não parecermos inocentes.Temos mantido em segredo a palavra morte para tornar nossa vida possível.Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e temos sorrido em público do que não sorriríamos quando sozinhos. E a tudo isso consideramos vitória nossa de cada dia?”

25 de março de 2011

A densidade de Aneta me fez lembrar essa cena.

O trabalho de Aneta Bartos me fez lembrar especificamente  uma cena de um dos filmes que mais gosto nessa vida, que conta o período em que  de Anaïs Nin conheceu o escritor e então futuro amante  Henry Miller. Gosto da literatura de ambos, preferindo ainda a acidez deliciosa de Henry. Anais escrevia textos eróticos por encomenda de um colecionador que pagava 1$ por página.  Era uma mulher nascida em 1903 que escrevia sobre sexo. Imagina o poder!!! Delta de Vênus um de seus livros mais famosos foi considerado a primeira ficção obscena de língua inglesa escrita por uma mulher e que só foi lançado após a morte  de Anais na década de 70, em plena revolução sexual. Perfeito seria se ela estivesse viva para sorver desse sucesso. Mas não quero me prolongar falando lindamente desse casal, e sim do filme que conta com um elenco fodástico. Dirigido por Phil Kauffman, Henry e June  de 1990 tem Maria de Medeiros como Anais, Uma Thurman como June a mulher de Henry e Fred Ward como Henry. Adoro essa cena:


17 de fevereiro de 2011

Assista Levante a sua Voz


O curta produzido pelo Intervozes dirigido por @pedroekman retoma a dinâmica do Ilha das Flores de Jorge Furtado que em 2009 completou 20 anos e traz à tona o questionamento sobre a injustiça dos meios de comunicação do Brasil, de como eles interferem na formação de identidade e valores.Alguns números chocantes de rádios comunitárias que foram fechadas e pessoas que foram criminalizadas por simplesmente tentar se comunicar. Uma reflexão sobre a necessidade de democratização das concessões e outorgas junto aos grupos e seguimentos da sociedade que demandam acesso a esses espaços de mídia. Esse vídeo deveria ser divulgado em escolas...dentro de casa para seus filhos, para meus sobrinhos. E vai.





Levante sua voz from Intervozes on Vimeo.

15 de fevereiro de 2011

Sobre o amor.




O filme que perdi aqui no Festival de Cinema e a vontade só fez aumentar.

1 de outubro de 2010

Cores de Hakan.


[ hakan celebi ]

Sempre achei o trampo de Hakan super cinematográfico, ele tem um trabalho ousado com cores e mistura um pouco de tudo. Imediatamente me lembro do trabalho de arte de Chirtopher Doyle principalmente nos filmes com o diretor chinês Wong Kar-Wai. Tipo esse com muitos tons esverdeados e vermelhos:





Lendo uma entrevista de Hakan para a Bak Magazine ele cita Chirtopher Doyle e Wong Kar-Wai e enfim tudo faz sentido para mim.

Akif Hakan Celebi é turco e hoje reside em Miami, já trabalhou como diretor, cinegrafista e editor em algumas emissoras de televisão mas foi mesmo na fotografia que se fixou.
Ele mantém um blog chamado The Melodrama of Mood. além do portfolio online.

29 de abril de 2010

hmmm


"People are strange, when you're a stranger...." me bateu ontem na cabeça ao amanhecer, há muito não escuto Doors que tanto, tanto entorpecia e loucamente a minha adolescência aqui em Brasília, mas me recordo mesmo com saudade dos festivais de rock no Garagem, Grã Circular, do segundo grau na asa sul e das cabuladas de aula que dávamos pra beber vinho barato e fumar no parque da cidade. Escutar algumas do Doors é quase que me transportar por inteiro. Pois então por acaso do destino encontrei o Jim nesse tumblr gostoso de ver, o Jim também muito gostoso (rá) e ainda ontem passeando pelo azar o seu querida encontrei essa preciosidade...oba. Fiquei ansiosa.




8 de fevereiro de 2010

O Amor Segundo B. Schianberg ou mais um post de coisas acontecidas.

Muito curiosa com o projeto de Beto Brant, uma mistura de cinema, videoarte, uma nova dramaturgia para televisão, tesão, espontaneidade, e um livro: Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios de Marçal Aquino.Certo, procurando melhor sobre a minissérie que foi exibida pela cultura no meio do ano passado descobri que é isso mesmo, dois atores; Marina Previato e Gustavo Machado confinados por 3 semanas num apartamento,com uma sinopse na cabeça e 8 câmeras ligadas. A trama se desenvolve assim, com o casal se conhecendo melhor dentro desse lugar.
Tá eu só falei de algo que já passou porque amanhã vai ter a pré-estreia do filme pros cinemas e vai ser de grátis no Cine Bombril ó. Volto amanhã depois da sessão..ok,desconfio que vá achar chato sim , mas esse formato em chamou bastante atenção.

25 de janeiro de 2010

Que sensação estranha de casca.

Ontem assisti ao tariler do novo filme do Abranches chamado Do Começo ao Fim. De principio aplaudi a ousadia de um roteiro que trabalha com um dos maiores tabus, o incesto, passando pelo homossexualismo, ausentando-se dos "clichês justificatórios" de abusos ou mal tratos. Mas em seguida veio uma impressão de que é muito mais estético do que dramático.Novamente aquela repetição das revistas gays, rechadissimas de músculos, pouco pelo e boquinhas gostosas. Parece que falta algo mesmo , oco, interpretações vazias. Mas posso estar sendo muito injusta e precipitada, aqui é só um desabafo mesmo de primeiras ( e ia ser tão bom se erradas) impressões. Porque ainda não vi o filme, cacei alguns outros vídeos possiveis e li poucas criticas... Volto a esse texto depois de assistir ao filme que ainda está cartaz. Mas se você já viu me conta o que achou?

Aqui ó.







15 de outubro de 2009

Ai o Tarantino!





Fechei minha quarta com uma boa dose de vingança, cambaleando entre as marcas do diretor, caricaturas, a trilha deliciosa e a desastralos que não se contia de emoção ao meu lado.
Uhu!

9 de julho de 2009

Como cheguei até aqui....


sem ter visto Persepolis antes? De olhos carregados, a animação do album autobiografico de Marjane Satrapi é mesmo a recomendação que eu já havia escutado e não sei porque diabos enrolei bastante pra me deliciar assim. Li Frango com Ameixas numa noite, gosto muito da simplicidade do traço, limpo. E provavelmente Persepolis vai ser minha nova aquisição pra nossa estante lá de casa.Marjane é considerada a primeira iraniana a fazer quadrinhos. A animação foi feita em cima da primeira dublagem ( em francês), em papel.




De encantamentos a gente costura esse mundão.

26 de março de 2009

Não me deitei nesse chão de tangerinas incendiadas


Como cheguei aos 24 anos, sem nunca ter visto Lavoura Arcaica antes?

Porque ontem só consegui dormir depois de mastigar bem algumas palavras , depois de passear muda pelo desfoque da fotografia, carregada de breus e janelas arregaladas, das texturas, que quase toquei, de me sentir revirada. Gelada com os ecos, é mesmo o mergulho que precisava.





23 de março de 2009

69-Praça da Luz

Foi na despretensão de correr canais, sentadinha no sofá enquanto o sono não vinha, que encontrei um documentário excelente. 69-Praça da Luz de Carolina Markowicz e Joana Galvão que aborda em 21 minutos as histórias de 5 prostitutas mais velhas que trabalham ali na Praça da Luz. Vale a pena assistir, as histórias muitas vezes são cômicas mas também te tocam absurdos porque de fácil essa vida não tem nada. Você pode assistir o filme aqui no Porta Curtas ( que por sinal é um excelente site para sacar como anda a produção nacional) As meninas estão de parabéns.







O teaser eu retirei do blog da Joana e só consegui postar aqui porque o André ( namorado lindo) me ajudou. Brigada amor.

27 de fevereiro de 2009

com os olhos cheios d'água


Um pouco da história de Harvey Milk com a atuação sempre forte do Sean Penn, foi assim, a mistura que me deu o nó na garganta e me transbordou a tarde em lágrimas.



2 de fevereiro de 2009

Canto de Iemanjá

Dia de Iemanjá, oferendas pra ela, num barquinho de papel que é pro mar não reclamar!!




Cena do documentário Saravah de Pierre Barouh, filmado em 1969 mas que só foi lançado em DVD ano passado. Pixinguinha, Paulinho da Viola, Maria Bethanea ( com seus 21 anos) entres outros nomes tão importantes da música brasileira. Saiba mais sobre o filme aqui!!







22 de outubro de 2008

Born into Brothels

Não sei porque demorei tanto pra assistir Born into Brothels, é simplesmente lindo o resultado do projeto Kids with Cameras que rendeu também o documentário.
Reverbera.