26 de janeiro de 2011

25 de janeiro de 2011

As manhãs que passei com ela.


Como do cheiro de cimento molhado...sabe?
Bala de gengibre, eu passava a ponta dos dedos
nas faixas dos vinis.
Cantarolava melodia doce que era pra te ver com mais calma. Banho de mangueira... você ria tanto, com o nariz vermelho.
Lembra? Contei alguns fios brancos, contei as joaninhas que passearam pela grama..nunca mais vi joaninhas. E é sério.

24 de janeiro de 2011

Opa, não sou eu não.




Quantas vezes já não me pararam perguntando se sou uma tal de Carol das Letras ou irmã de alguém, ou mesmo esposa do ciclano? Eu conto umas tres vezes por semana....assim "você nunca foi à marte? juro que te vi por lá" ou "nossa vo
cê é a cara da Maria Rita" e parará. Deduzi após anos repetindo o balançar de cabeça, not not, que sou a típica pessoa comum. Tanam. Daí o fotógrafo canadense François Brunelle tem uma sacada genial. de fotografar 200 pares de figuras que são parecidissimas a e que não tem parentesco algum. Olha que bacana?




gosto.





tanto das ilustraçoes da japonesa Yuko Shimizu.

se(rinoceronte)





Olhou-se no espelho com um certo desdém, dos pés à cabeça confusa, tentaria se pentear.Vestiria aquela blusa fina de botões, iria simplesmente. Uma vez ouviu que deve seguir como os rinocerontes. Firmes, ostentando uma certa secura, indiferença. Um brinde aos rinocerontes!! Engoliu aquele conselho como pequenas pílulas que por vezes emperram no meio do caminho, as mesmas que parecem balinhas delicadas. Talvez a cura pra essa cara amassada sejam suas palavras, pilulinhas que engole sem muito prestígio. No espelho viu o caleidoscópio que é ser assim mesmo. A independência é uma loucura, pensou desgarrada...pensou nua ainda enquanto se olhava, parada. Os seios estavam inchados, sentia doloridos os mamilos quando os tocava...à vida o gole mais precioso da sua taça!
(...) Vestida numa sobriedade cinza, seguiu seu rumo torto com passos rinoceronte, face rinoceronte, com o amor rinoceronte.
Não! O amor não.
Passou horas e horas num conta gotas abusado com o amor à flor da pele.

20 de janeiro de 2011

Mariposa Púrpura



Clarice Gonçalves, pintora de Brasília é autora de telas belíssimas, recortes de histórias, átimos em tinta. Me tocam muito. Ela está expondo até dia 15 de fevereiro no Espaço Cultural da 508 sul, numa coletiva chamada Mirada Desobediente. Formada em Artes Plásticas na UnB, Clarice transporta para as obras, suas vivências, memórias. Muitas vezes me parece fotografia, dos enquadramentos, dos momentos retratados.
Aqui no blog Dando Nome aos Bois ela concede uma
entrevista onde explica essa relação linda com suas mulheres retratadas e tão recorrentes em suas obras.
O flickr dela tá bem legal de visitar e ela também mantém um blog onde publica alguns textos, eventos e algumas das suas pinturas.




** um detalhe que muito me encanta, além da leveza e da força de alguns quadros....os títulos. O títulos são lindos.